que seja doce

E começa 2013, como todo novo ano, cheio de promessas. E antes que eu faça as minhas, coloco as cumpridas, ou seja, as coisas que andei fazendo. Que antes de pedir novas coisas é preciso agradecer as alcançadas, e 2012 foi, pra mim, muito produtivo mesmo – em termos de poesia, de reportagens, de ativismo, de pessoas. Parabéns e obrigado a todos os envolvidos: ano do Dragão, Susan Miller, meu daemon – não necessariamente nessa ordem. E que 2013 seja doce, mais doce que brigadeiro de rapadura.

Vida Simples

Um sonho que tenho é de um dia conseguir organizar no site todas as reportagens que fiz, colocando os pdfs e tudo certinho aqui, não só das matérias da Vida Simples, onde trabalho, mas de todas as revistas para onde colaborei. Mas isso não vai rolar tão cedo (a não ser que me caia no colo um secretário…), então, vamos lá, aos bits and pieces. Esse ano, além de fazer matérias, comecei a escrever a seção de livros da revista. Eu já editava a seção de cultura, mas agora estou escrevendo a parte de livros também. Quero fazer os pdfs (ou pelo menos tirar umas fotos das páginas e colocar aqui), mas, como sempre, sou lerda. Mesmo assim, quero colocar uma que já está no ar, que roubei do blog da Lili Aquino: uma materinha sobre poesia que escrevi com os livros mais recentes da Angélica Freitas, da Leda Spinardi e da Lilian. Gostei muito de fazer, porque adoro essas poetas e esses livros, em particular. Cliquem na imagem para ler grande:

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Borboletas nos Olhos – Buk no blog da Lu

Respondendo a uma provocação da Letícia Howes, escrevi e-mail para uma lista de discussão defendendo o Bukowski (não que ele precise) e a arte em geral. A linda Lu Nepomuceno pegou o e-mail e transformou em post. Uma honra, o primeiro post de 2013 no blog dela. Ficou um texto bem de e-mail, meio despenteado e sem lavar as orelhas, mas tá lá. Na próxima me preparo e faço um texto mais melhor de bom, viu, Lu?

“um poema ruim e machista é indesculpável. um poema com coisas lindas e algum toque de machismo pode ser perdoado. claro que tem coisas que me incomodam em todos os livros que leio, mas pra mim não é esse o critério de escolha.”

Blogueiras Feministas – A palavra tem poder

Quanto mais velha, mais hippie, e quanto mais hippie, mais hippie. Minha cruzada pela comunicação não-violenta no ativismo (quiçá na vida; só não na poesia, que é outra coisa):

“Palavra repetida tem força de criação. De profecia. Forma o mundo e inventa categorias inteiras. Agrupa as pessoas de certas formas e não de outras, e o que poderia ser apenas uma escolha de conjunto acaba sendo a escolha de um mundo.”

Poemas, poemas

Publiquei uma leva boa. E tá dando é preguiça de linkar tudo. Vai lá no blog whitmaniano-mpbístico.

primavera literária & mais

E agora retomar a programação normal. Dias muy produtivos por aqui. Em todos os sentidos, ou, pelo menos, os importantes.

Participei da Primavera Literária na Praça Roosevelt, no festival Satyrianas. Devia ter linkado o convite aqui, mas sabe como é, né. Foi bem bacana; escritores debatendo literatura e cidade. Curadoria da linda Ana Rüsche. Vai sair algo mais dessas conversas, tenho certeza.

Abaixo algumas das coisas que escrevi nesse tempo. Os textos palpiteiros de sempre e novos poemas. Uma série nova pela qual estou apaixonada. Espero que não seja só amor de verão. Veremos.

Meu texto de estréia no Biscate Social Club:
– O concurso de Miss Bumbum e o direito de falar merda
“Amanda Sampaio é mulher. Transexual, decidiu pela cirurgia genital, que realizou na Tailândia, em 2007. Em 2012, Amanda decidiu participar do concurso Miss Bumbum, e foi selecionada. Até aí, tudo OK. O problema é que suas concorrentes não gostaram nada da história.”

Textos meus no Blogueiras Feministas:
– O mundo está ficando mais chato (só que não)
“Esses dias tive uma conversa boa no Facebook sobre a chatice do mundo atual. É um tema recorrente: o politicamente correto estaria deixando o mundo mais insosso, sem graça, sem espaço para o humor. Em suma, mais chato. E muita gente atribui toda essa chatice aos dos ativistas, que só têm atitudes enfadonhas e radicais. Acabei escrevendo um pouco a respeito no debate com um amigo. A coisa rolou mais ou menos assim:”

– Intocáveis, Spike Lee e o racismo dos estereótipos
“Era pra ser um filme emocionante, engraçado, sensível. Foi o que me disseram. E de certa forma era. O que ficou, porém, foi outra coisa. Uma ponta de dúvida, uma ponta de tristeza para a invisibilidade que algumas questões ainda têm.”

Poemas, poemas:
28 de outubro, 2012 (poeminha para a eleição)
canção para o meu pai
ruído

O que é um homem? O que é uma mulher?

“Ei, você aí. Você, com um pênis no meio das pernas. Você é homem, certo?

Certo?

Eu gostaria de te perguntar: de onde vem essa certeza? O que faz de um homem um homem? E o que faz de uma mulher uma mulher?”

Texto meu no Papo de Homem, para o 8 de março.

Ontem foram publicados muitos textos interessantes sobre a data. Vou linkar um: da Mari Moscou, que fez o trabalho de juntar as coisas bacanas em um post só. Vai lá.