de catuabas & miolos

E é isso, folks. Hoje, às 2h57 da manhã, dei o enter final. Depois de agonizar com vírgulas, verbos e pontos finais, mandei o Miolos Frescos pro editor, Eduardo Lacerda. Saí, andei até o Xique-Xique, forró na esquina da casa do Fred, pedi uma dose de catuaba. E enquanto fumava o quarto cigarro na varanda, olhando o céu cheio de nuvens dessa Desvairada, ouvindo um cara no teclado cantar que ele que não se senta no trono de um apartamento esperando a morte chegar, com as latinhas de Itaipava vazias na janela e as cadeiras vermelhas de plástico ao lado, pensei: fodeu. Agora vai. Foi.

uma nova revista – raimundo

E ontem saiu a primeira edição de uma revista nova, a Raimundo, feito pelo Rafael Lasevitz e pela Raquel Parrine com a proposta de ser a revista da nova literatura brasileira. A seleção dessa primeira edição está bem bacana, com texto lindo da Maíra Mendes Galvão e do bróder Leandro Rafael Perez. Tem uma seleta de poemas meus também. Espia lá!.

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modo de usar + não-amor

Continuando na vibe de contar o que anda rolando por aqui (ainda que com certo atraso…), saíram alguns poemas meus na revista de poesia Modo de Usar, editada com muito brilho por Ricardo Domeneck, Angélica Freitas e Marília Garcia. Quem fez a ponte foi o querido Dirceu Villa, que além de um dos melhores poetas brasileiros, é uma das minhas pessoas favoritas. Os poemas estão aqui. Fiquei feliz. :)

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Escrevi um poema de não-amor. Cafona. Foi o que deu pra fazer. Aqui.

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É isso. Luv. Seguimos.

modo

Três poemas de Aphra Behn

Considerada por muitos a “Safo inglesa”, Aphra Behn foi uma poeta, romancista e dramaturga do século 17. Apesar dos textos escandalosos e obscenos, foi uma das escritoras mais celebradas da época. Sobre sua vida, pairam vários mistérios: não se sabe exatamente quando e em que cidade nasceu (as principais teorias apontam para 1640). É possível que tenha passado uma temporada no Suriname, aonde teria conhecido um líder escravo que forneceu as bases para um de seus trabalhos mais conhecidos, o romance Oroonoko. De volta à Europa, foi espiã do governo inglês nos Países Baixos e foi, posteriormente, presa por conta de dívidas financeiras. Depois da morte do marido, passou a ganhar a vida escrevendo, e publicou 19 peças, além de poesia, romances e traduções. Em poesia, publicou duas coletâneas, Poems upon Several Occasions, with A Voyage to the Island of Love (1684) e Lycidus; or, The Lover in Fashion (1688). Apesar de sua grande produção, morreu na pobreza, em 1689, aos 48 anos. 

Behn foi uma espécie de proto-feminista: denunciava a cultura machista da época e dizia que seus textos, que falavam abertamente do desejo sexual, jamais teriam sido questionados se tivessem sido escritos por um homem. Ela falou de temas tabu como gênero, raça e homossexualidade, e, ao conseguir se profissionalizar na literatura, abriu caminho para outras mulheres escritoras. Há quem argumente, porém, que o rótulo de progressista não cola em Behn de forma tão automática: ela defendia a aristocracia e não expressou de forma direta o interesse pelas pessoas comuns e pelos direitos humanos, temas caros ao espírito liberal da época. Não é fácil classificá-la.

Sobre ela, Virginia Woolf escreveu, em Um Teto Todo Seu: “Aphra Behn provou que era possível ganhar dinheiro escrevendo, talvez com o sacrifício de certas qualidades agradáveis; e assim, gradativamente, escrever tornou-se não um mero sinal de loucura e de uma mente perturbada, mas passou a ter importância prática. […]Todas as mulheres reunidas deveriam derramar flores sobre o túmulo de Aphra Behn, que está, escandalosamente, mas com muita propriedade, na Abadia de Westminster, pois foi ela quem lhes assegurou o direito de dizerem o que pensam.” (tradução: Vera Ribeiro)

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A Thousand Martyrs I Have Made

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A thousand martyrs I have made,
   All sacrificed to my desire;
A thousand beauties have betrayed,
   That languish in resistless fire.
The untamed heart to hand I brought,
And fixed the wild and wandering thought.

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I never vowed nor sighed in vain
   But both, though false, were well received.
The fair are pleased to give us pain,
   And what they wish is soon believed.
And though I talked of wounds and smart,
Love’s pleasures only touched my heart.

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Alone the glory and the spoil
   I always laughing bore away;
The triumphs, without pain or toil,
   Without the hell, the heav’n of joy.
And while I thus at random rove
Despise the fools that whine for love.
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The Willing Mistriss

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Amyntas led me to a Grove,
    Where all the Trees did shade us;
The Sun it self, though it had Strove,
    It could not have betray’d us:
The place secur’d from humane Eyes,
    No other fear allows.
But when the Winds that gently rise,
    Doe Kiss the yielding Boughs.

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Down there we satt upon the Moss,
    And id begin to play
A Thousand Amorous Tricks, to pass
    The heat of all the day.
A many Kisses he did give:
    And I return’d the same
Which made me willing to receive
    That which I dare not name.

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His Charming Eyes no Aid requir’d
    To tell their softning Tale;
On her that was already fir’d
    ’Twas easy to prevaile.
He did but Kiss and Clasp me round,
    Whilst those his thoughts Exprest:
And lay’d me gently on the Ground;
    Ah who can guess the rest?
.
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The Disappointment

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1
    ONE Day the Amarous Lisander,
    By an impatient Passion sway’d,
    Surpris’d fair Cloris, that lov’d Maid,
    Who cou’d defend her self no longer ;
    All things did with his Love conspire,
    The gilded Planet of the Day,
    In his gay Chariot, drawn by Fire,
    Was now descending to the Sea,
    And left no Light to guide the World,
But what from Cloris brighter Eyes was hurl’d.

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2
    In alone Thicket, made for Love,
    Silent as yielding Maids Consent,
    She with a charming Languishment
    Permits his force, yet gently strove ?
    Her Hands his Bosom softly meet,
    But not to put him back design’d,
    Rather to draw him on inclin’d,
    Whilst he lay trembling at her feet;
    Resistance ’tis to late to shew,
She wants the pow’r to say — Ah!what do you do?

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3
    Her bright Eyes sweat, and yet Severe,
    Where Love and Shame confus’dly strive,
    Fresh Vigor to Lisander give :
    And whispring softly in his Ear,
    She Cry’d — Cease — cease — your vain desire,
    Or I’ll call out — What wou’d you do ?
    My dearer Honour, ev’n to you,
    I cannot — must not give — retire,
    Or take that Life whose chiefest part
I gave you with the Conquest of my Heart.

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4
    But he as much unus’d to fear,
    As he was capable of Love,
    The blessed Minutes to improve,
    Kisses her Lips, her Neck, her Hair !
    Each touch her new Desires alarms !
    His burning trembling Hand he prest
    Upon her melting Snowy Breast,
    While she lay panting in his Arms !
    All her unguarded Beauties lie
The Spoils and Trophies of the Enemy.

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5
    And now, without Respect or Fear,
    He seeks the Objects of his Vows ;
    His Love no Modesty allows :
    By swift degrees advancing where
    His daring Hand that Alter seiz’d,
    Where Gods of Love do Sacrifice ;
    That awful Throne, that Paradise,
    Where Rage is tam’d, and Anger pleas’d ;
    That Living Fountain, from whose Trills
The melted Soul in liquid Drops distils.

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6
    Her balmy Lips encountring his,
    Their Bodies as their Souls are joyn’d,
    Where both in Transports were confin’d,
    Extend themselves upon the Moss.
    Cloris half dead and breathless lay,
    Her Eyes appear’d like humid Light,
    Such as divides the Day and Night;
    Or falling Stars, whose Fires decay ;
    And now no signs of Life she shows,
But what in short-breath-sighs returns and goes.

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7
    He saw how at her length she lay,
    He saw her rising Bosom bare,
    Her loose thin Robes, through which appear
    A Shape design’d for Love and Play;
    Abandon’d by her Pride and Shame,
    She do’s her softest Sweets dispence,
    Offring her Virgin-Innocence
    A Victim to Loves Sacred Flame ;
    Whilst th’ or’e ravish’d Shepherd lies,
Unable to perform the Sacrifice.

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8
    Ready to taste a Thousand Joys,
    Thee too transported hapless Swain,
    Found the vast Pleasure turn’d to Pain :
    Pleasure, which too much Love destroys !
    The willing Garments by he laid,
    And Heav’n all open to his view ;
    Mad to possess, himself he threw
    On the defenceless lovely Maid.
    But oh ! what envious Gods conspire
To snatch his Pow’r, yet leave him the Desire !

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9
    Natures support, without whose Aid
    She can no humane Being give,
    It self now wants the Art to live,
    Faintness it slacken’d Nerves invade :
    In vain th’ enraged Youth assaid
    To call his fleeting Vigour back,
    No Motion ’twill from Motion take,
    Excess of Love his Love betray’d ;
    In vain he Toils, in vain Commands,
Th’ Insensible fell weeping in his Hands.

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10
    In this so Am’rous cruel strife,
    Where Love and Fate were too severe,
    The poor Lisander in Despair,
    Renounc’d his Reason with his Life.
    Now all the Brisk and Active Fire
    That should the Nobler Part inflame,
    Unactive Frigid, Dull became,
    And left no Spark for new Desire ;
    Not all her Naked Charms cou’d move,
Or calm that Rage that had debauch’d his Love.

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11
    Cloris returning from the Trance
    Which Love and soft Desire had bred,
    Her tim’rous Hand she gently laid,
    Or guided by Design or Chance,
    Upon that Fabulous Priapus,
    That Potent God (as Poets feign.)
    But never did young Shepherdess
    (Gath’ring of Fern upon the Plain)
    More nimbly draw her Fingers back,
Finding beneath the Verdant Leaves a Snake.

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12
    Then Cloris her fair Hand withdrew,
    Finding that God of her Desires
    Disarm’d of all his pow’rful Fires,
    And cold as Flow’rs bath’d in the Morning-dew.
    Who can the Nymphs Confusion guess ?
    The Blood forsook the kinder place,
    And strew’d with Blushes all her Face,
    Which both Disdain and Shame express ;
    And from Lisanders Arms she fled,
Leaving him fainting on the gloomy Bed.

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13
    Like Lightning through the Grove she hies,
    Or Daphne from the Delphick God ;
    No Print upon the Grassie Road
    She leaves, t’ instruct pursuing Eyes.
    The Wind that wanton’d in her Hair,
    And with her ruffled Garments plaid,
    Discover’d in the flying Maid
    All that the Gods e’re made of Fair.
    So Venus, when her Love was Slain,
With fear and haste flew o’re the fatal Plain.

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14
    The Nymphs resentments, none but I
    Can well imagin, and Condole ;
    But none can guess Lisander’s Soul,
    But those who sway’d his Destiny :
    His silent Griefs, swell up to Storms,
    And not one God, his Fury spares,
    He Curst his Birth, his Fate, his Stars,
    But more the Shepherdesses Charms ;
    Whose soft bewitching influence,
Had Damn’d him to the Hell of Impotence.

por aí

Esses dias dei bronca em um amigo que não avisa direito o que anda fazendo, de entrevistas e cursos a participações em revistas e antologias. As pessoas não têm bola de cristal para adivinhar, protestei. Mas aí, pensando nas coisas que eu ando fazendo, caiu a ficha: eu também não tenho sido muito esperta em avisar do que tem rolado. Shame on me. E, bem, bora corrigir isso.

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Minha participação mais recente foi na edição #3 da revista Parênteses, editada pela Lubi Prates e pelo Bruno Palma e Silva. A revista é muito bonita, dá gosto olhar. É trimestral e distribuída gratuitamente na internet, em formatos PDF e ePub.

hussardos

Em janeiro desse ano, foi publicada a antologia É Que os Hussardos Chegam Hoje, um livro-festa com 77 poetas que nasceram ou moram em São Paulo. Publicado pela editora Patuá, o livro é uma homenagem aos Hussardos, clube literário recém-inaugurado pelo Vanderley Mendonça.

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No final do ano, escrevi o prefácio para o Contos do Poente, o livro das queridas Luciana Nepomuceno e Rita Paschoalin. O livro tem ilustrações da Joana Faria. É possível comprar um exemplar em livrarias como a Nobel, em Florianópolis, ou na Folha Seca, no Rio de Janeiro, ou direto com as autoras.

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No ano passado, saíram alguns poemas na Celuzlose, do Victor Del Franco. É uma revista alentada, com muitas colaborações. Dá pra baixar ou ler nesse endereço.

RelevO

Em maio de 2013, saiu um texto meu no jornal RelevO. O texto que saiu é uma prosinha/crônica que escrevi aqui para esse blog. O RelevO é um impresso que sai mensalmente no Paraná e é editado pelo Daniel Zanella. Dá para ler a edição em questão nesse endereço.

FLAP! + grupo de criação literária

Oi, tudo bem? Como anda a vida?

Por aqui, coisas legais acontecendo. Na área de literatura, dois lances que eu queria dividir com vocês (com algum atraso, que é o meu jeitinho…). E fazer o convite, claro.

1) A primeira coisa é a FLAP! 2013, um festival independente de literatura e poesia, organizado há vários anos por uma turma animada aqui de São Paulo, e que vai rolar essa semana, de sexta (20/set) a domingo (22/set). Colaborativo e gratuito, o festival é a mostra de que a literatura independente tem força e poder e está muy viva nessa cidade cinza. Estou na curadoria e mediação da mesa “O corpo e as margens”, que vai trazer quatro debatedores incríveis: Elizandra Souza, Alfredo Fressia, Juliano Garcia Pessanha e Nuno Ramos (mais sobre a mesa aqui). Essa mesa vai rolar às 10h da manhã de sábado, dia 21 de setembro, na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo.

A programação completa, com debatedores, horários e locais de cada debate, está no site da FLAP. Boralá?
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2) A segunda coisa é o grupo de criação literária que tá rolando n’oGangorra, em São Paulo. O primeiro encontro foi esse sábado e foi incrível – turma animada e empolgada em escrever e trocar. Até o próximo encontro (em 28/09), ainda dá pra entrar gente nova pra conversar e debater sobre a produção de cada um. Abaixo o flyer – e não se preocupe com a doação de livros; ela não é obrigatória nesse semestre.

gangorra

 

Era isso, pessoal. A gente se vê, na FLAP ou n’oGangorra…

que seja doce

E começa 2013, como todo novo ano, cheio de promessas. E antes que eu faça as minhas, coloco as cumpridas, ou seja, as coisas que andei fazendo. Que antes de pedir novas coisas é preciso agradecer as alcançadas, e 2012 foi, pra mim, muito produtivo mesmo – em termos de poesia, de reportagens, de ativismo, de pessoas. Parabéns e obrigado a todos os envolvidos: ano do Dragão, Susan Miller, meu daemon – não necessariamente nessa ordem. E que 2013 seja doce, mais doce que brigadeiro de rapadura.

Vida Simples

Um sonho que tenho é de um dia conseguir organizar no site todas as reportagens que fiz, colocando os pdfs e tudo certinho aqui, não só das matérias da Vida Simples, onde trabalho, mas de todas as revistas para onde colaborei. Mas isso não vai rolar tão cedo (a não ser que me caia no colo um secretário…), então, vamos lá, aos bits and pieces. Esse ano, além de fazer matérias, comecei a escrever a seção de livros da revista. Eu já editava a seção de cultura, mas agora estou escrevendo a parte de livros também. Quero fazer os pdfs (ou pelo menos tirar umas fotos das páginas e colocar aqui), mas, como sempre, sou lerda. Mesmo assim, quero colocar uma que já está no ar, que roubei do blog da Lili Aquino: uma materinha sobre poesia que escrevi com os livros mais recentes da Angélica Freitas, da Leda Spinardi e da Lilian. Gostei muito de fazer, porque adoro essas poetas e esses livros, em particular. Cliquem na imagem para ler grande:

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Borboletas nos Olhos – Buk no blog da Lu

Respondendo a uma provocação da Letícia Howes, escrevi e-mail para uma lista de discussão defendendo o Bukowski (não que ele precise) e a arte em geral. A linda Lu Nepomuceno pegou o e-mail e transformou em post. Uma honra, o primeiro post de 2013 no blog dela. Ficou um texto bem de e-mail, meio despenteado e sem lavar as orelhas, mas tá lá. Na próxima me preparo e faço um texto mais melhor de bom, viu, Lu?

“um poema ruim e machista é indesculpável. um poema com coisas lindas e algum toque de machismo pode ser perdoado. claro que tem coisas que me incomodam em todos os livros que leio, mas pra mim não é esse o critério de escolha.”

Blogueiras Feministas – A palavra tem poder

Quanto mais velha, mais hippie, e quanto mais hippie, mais hippie. Minha cruzada pela comunicação não-violenta no ativismo (quiçá na vida; só não na poesia, que é outra coisa):

“Palavra repetida tem força de criação. De profecia. Forma o mundo e inventa categorias inteiras. Agrupa as pessoas de certas formas e não de outras, e o que poderia ser apenas uma escolha de conjunto acaba sendo a escolha de um mundo.”

Poemas, poemas

Publiquei uma leva boa. E tá dando é preguiça de linkar tudo. Vai lá no blog whitmaniano-mpbístico.

gioconda belli, BF e coletânea

Meu post de hoje no site das Blogueiras Feministas é sobre O Olho da Mulher, livro de poesia da Gioconda Belli, que acaba de ser lançado no Brasil pela Arte Desemboque. O livro é lindo. Me lembrou Walt Whitman, em seu amor pela vida, pelas pessoas. Vai lá.

A trepadeira
está me saindo
pelas orelhas.

Meus olhos se transformaram
em pistilos que se movem
e minha boca está repleta
de flores cor de amora.

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Como esse blog é novo, vou colocar também aqui o link para meus outros textos nas BF. Sempre tem alguém que gostaria de ler, creio. Aqui.

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Chegaram os livros do IV Prêmio Literário Canon de Poesia. Um poema meu está entre os 50 escolhidos para compor o livro. É da fase antiga, não tão sentível quanto eu gostaria. Mas pra quem tiver curiosidade, é esse aqui: terceira via.